Cores do vento

Minha filha é apaixonada por Pocahontas. Adora cantar as músicas do filme da Disney. Confesso que me entristece e me aflige certa ortodoxia cristã incapaz de enxergar a beleza das palavras abaixo, vendo nelas apenas um canto inspirado por feitiçarias malignas. Quem dera essas pessoas fossem capazes de entender que o sagrado não pode nem precisa ser invocado apenas no contexto estreito de suas doutrinas excludentes, segundo as quais só é bonito repetir que Deus se parece com a gente e nos deu o domínio sobre todos os animais e sobre a natureza que nos cerca.

O vídeo pode ser visto aqui.

Cores do Vento 

Se acha que eu sou selvagem,
Você viajou bastante

Talvez tenha razão
Mas não consigo ver
Mais selvagem quem vai ser
Precisa escutar com o coração
Coração
 

Se pensa que esta terra lhe pertence
Você tem muito ainda o que aprender
Pois cada planta, pedra ou criatura

Está viva e tem alma, é um ser

Se crê que só gente é seu semelhante
E que os outros não têm o seu valor
Mas se seguir pegadas de um estranho

Mil surpresas vai achar ao seu redor

Já ouviu um lobo uivando para a lua azul?
Será que já viu um lince sorrir?
É capaz de ouvir as vozes da montanha
E com as cores do vento colorir?
E com as cores do vento colorir?


Correndo pelas trilhas da floresta
Provando das frutinhas o sabor
Rolando em meio a tanta riqueza
Nunca vai calcular o seu valor
 

A lua, o sol e o rio são meus parentes
A garça e a lontra são iguais a mim
Nós somos tão ligados uns aos outros
Neste arco, neste círculo sem fim

A árvore aonde irá?
Se você a cortar, nunca saberá.
Não vai mais o lobo uivar para a lua azul
Já não importa mais a nossa cor
Vamos cantar com as belas vozes da montanha
E com as cores do vento colorir

Você só vai conseguir desta terra usufruir
Se com as cores do vento colorir.


Compositores: Alan Menken/Stephen Schwartz

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