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Mostrando postagens de 2012

A vida

Por que a vida tem de ser tão cruel? Por que deve haver tanto mistério... e tanto sofrimento?     - Adam Warlock Por que a vida é assim. (...) você terá de pagar o preço que a vida cobra para revelar-se... Esse preço é a dor .     - Thanos A vida é boa.     - Iago

Cantiga por um ateu

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Dedico esta memória ao meu querido amigo, Pastor José Amorim. Cantiga por um ateu Pe. Zezinho, sjc Um grande amigo meu, que a sua fé perdeu, no dia de Natal me procurou. Contou-me a sua vida tão cheia de incertezas, com tanta honestidade que me fez chorar. E a lágrima teimosa, caindo no meu rosto, lavou meu preconceito de cristão. Eu sei que da verdade eu não sou dono, Eu sei que não sei tudo sobre Deus. Às vezes, quem duvida e faz perguntas é muito mais honesto do que eu.   Ao grande amigo meu, que a sua fé perdeu, no dia de Natal me confessei. Contei-lhe a minha vida tão cheia de procuras, com tantas esperanças que ele até sorriu. E aquele riso aberto nos trouxe bem mais perto; lavou seu preconceito de ateu. Por este amigo meu, que a sua fé perdeu, naquele mesmo dia eu fui rezar. E a minha prece amiga gerou esta cantiga, que eu fiz pensando muito em meu país cristão. Às vezes muita gente não crê no que acredita e afasta o seu irmão da religião. Direitos reservados P...

Desisto

Por hoje, desisto de tudo. E colho minhas migalhas de arte, expressa em palavras bem escritas. Quem tem amor, e tem calma, tem calma... Não tem amor...      Adelmar Tavares A maneira por que ele falava é que era apaixonada, dolorosa, comovente.      Machado de Assis Tinha vindo para se libertar do abismo sobre o qual sua negra alma vivia debruçada.     Miguel Torga - Imagine uma cachoeira de ideias e imagens, qual mais original, qual mais bela, às vezes extravagante, às vezes sublime.     Machado de Assis Convento d'águas do Mar, ó verde Convento, Cuja Abadessa secular é a Lua E cujo Padre-capelão é o Vento     Antônio Nobre O mundo? O que é o mundo, ó meu amor?     Florbela Espanca Mas a Ideia quem é? Quem foi que a viu, Jamais, a essa encoberta peregrina?     Antero de Quental Quem me dera ser homem!  ...

No meu pé de serra

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Ouvir Luiz Gonzaga é pensar no meu pai. Nascido na Paraíba, mas criado desde muito cedo nos pés de serra onde nasce o Rio Pajeú, em Pernambuco, vem dele minha alma sertaneja, minha saudade de uma vida que só vivi nas memórias dele , mas que sinto como minha. Soma-se a essa saudade a lembrança das vezes que ele me levou, ainda muito criança, pra passar férias naqueles recantos distantes, onde se vivia " sem rádio, sem notícia das terra civilizada " (sic). Que música do Velho Lua poderia melhor evocar a imagem de meu pai? Difícil escolha. Mas, dentre tantas, uma me assalta a lembrança nestes dias que correm. Essa é pra você, meu Painho. No Meu Pé de Serra Luiz Gonzaga Lá no meu pé de serra Deixei ficar meu coração Ai, que saudades tenho Eu vou voltar pro meu sertão No meu roçado eu trabalhava todo dia Mas no meu rancho eu tinha tudo o que queria Lá se dançava quase toda quinta-feira Sanfona não faltava e tome xote a noite inteira O xote é bom De se ...

O Patrão Nosso de Cada Dia

Secos & Molhados foi uma das melhores coisas que já aconteceram na história da música brasileira. Nesta canção, mais uma vez, palavras e melodia ganham alma na voz de Ney Matogrosso. O resultado é comovente, pra dizer o mínimo. Ouça aqui . O Patrão Nosso de Cada Dia Secos & Molhados Eu quero o amor Da flor de cactus Ela não quis Eu dei-lhe a flor De minha vida Vivo agitado Eu já não sei se sei De tudo ou quase tudo Eu só sei de mim De nós De todo o mundo Eu vivo preso A sua senha Sou enganado Eu solto o ar No fim do dia Perdi a vida Eu já não sei se sei De nada ou quase nada Eu só sei de mim Só sei de mim Só sei de mim O patrão nosso De cada dia Dia após dia Composição: João Ricardo

Cantando ao Luar

Já se escondeu atrás do monte O belo sol que coloria com as tintas Do arrebol meigas fontes e ninhos De passarinhos que já não cantam mais Pois de repente veio a noite e a lua cheia Brilha no céu e sobre as águas do riacho Estende o véu refulgente de prata E os corações no silêncio da mata Escutam uma voz a sussurrar: "O amor Inquieta o beija-flor Procura um coração Vazio de ilusão Para nele fazer o seu ninho De pétalas de rosas e pelos caminhos De plagas venturosas seus passos guiar Cantando pela estrada aos raios do luar". Aos amigos que partilharam comigo o sonho que era cantar esta canção: ficarei feliz em saber o autor. Seria o próprio Prof. Miguel?