O dia da vitória — e do luto
Hoje eu fui vacinado. Não me entendam mal: não critico nem julgo quem tira foto, faz vídeo, aplica a si memes de jacaré, de cuca. Comemorem. Celebrem. É justo e direito.
Mas é difícil, pra mim, comemorar. Embora seja preciso esperar a vacina fazer efeito, e eu posso ter o azar de contrair COVID antes disso, nem é essa a razão de meu comedimento. É que não posso afastar a tristeza por quem caiu antes de chegar este dia. Não posso esquecer de meu pai.
Imagino o soldado e as famílias que, no dia da vitória, celebram a paz tão almejada, ao tempo que lamentam os entes queridos que se perderam. É esse meu sentimento.
Claro, honrar a memória de quem ficou pelo caminho é preciso. E honrá-los é viver a vida que eles nos legaram. Viver pra cuidar de nossos filhos. Dos netos deles. Carregá-los (aos que se foram) conosco, em nosso coração, para que eles continuem vivos em nós e nos que nos sucederem.
Painho, sua vida não foi em vão. Te amarei pra sempre.
"... we will never leave you... even in the face of our deaths... the richness of our lives shall be yours. All that I have, all that I've learned, everything I feel... all this, and more I... I bequeath you, my son. You will carry me inside you... all the days of your life. You will make my strength your own, and see my life through your own eyes, as your life will be seen through mine. The son becomes the father, and the father, the son." — Jor-El

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