Abelárdicas: Rute: Linda história, misto de drama e romance (romance do século XXII A.C., viu?), centrada na bisavó (originalmente pagã) do... Posted by Rosiva...
Já se escondeu atrás do monte O belo sol que coloria com as tintas Do arrebol meigas fontes e ninhos De passarinhos que já não cantam mais Pois de repente veio a noite e a lua cheia Brilha no céu e sobre as águas do riacho Estende o véu refulgente de prata E os corações no silêncio da mata Escutam uma voz a sussurrar: "O amor Inquieta o beija-flor Procura um coração Vazio de ilusão Para nele fazer o seu ninho De pétalas de rosas e pelos caminhos De plagas venturosas seus passos guiar Cantando pela estrada aos raios do luar". Aos amigos que partilharam comigo o sonho que era cantar esta canção: ficarei feliz em saber o autor. Seria o próprio Prof. Miguel?
Jamais houve um Natal como este. Nem faz dois meses, perdi meu pai. A COVID-19 roubou de mim muitos anos de convívio com um velhinho que, imaginávamos todos, não partiria antes de cem anos bem vividos. Minha mãe está isolada, com suspeita – supomos infundada, mas não se pode arriscar – de COVID-19. Minha irmã cuida dela, as duas trancadas sozinhas. Minha esposa e minha filha, a centenas de quilômetros de mim. Eu estou sozinho. As primeiras notas da primeira vez que ouvi Noite Feliz nesta véspera de Natal me encheram de pranto. Ouvi muita música natalina, assisti a muita fala natalina, li de homens que buscavam o sentido maior da vida, jantei pão dormido com arremedo de café que eu mesmo fiz. Só, triste e, no entanto, grato. Só, triste e grato. Grato. Pelos que eu amo e que me amam. Fui dormir, enfim. E ganhei meu presente. Sonhei com meu pai. Pude passar precioso tempo com ele de novo. Na casa dele, onde sempre fui recebido com amor inefável. Não era uma imitação tosca, era meu pai ...
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